REVIEW: Oklahoma - 1x03

Cristina Ravela
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Achou que eu tinha esquecido dessa série? Não, apenas dei um tempo.
Nesse episódio podemos ver o pouco entrosamento entre June e Sean – o carinha que não deu notícias por 5 meses, o novo ataque do falso suicídio e a suposta morte de um garoto.

O início foi uma sucessão de diálogos e poucas descrições, aliás, todo o episódio é assim. Tão importante quanto os diálogos é como eles são ditos.

Ainda é preciso ter cuidado com a pontuação, observe:
“LINDA: Quando acordei eu fui lá. Acordá-lo.(...)”

Tirando o ponto antes de ‘acordá-lo’ o fashionismo estaria lá no cume.

Há momentos descontraídos e até aparentemente sinistros como quando, na necropsia, Will e Aaron conversam sobre um assunto que nada diz respeito ao momento cadavérico que se encontram suas atenções:

“WILL: Qual o nome dele?

AARON: Sebastian. Sebastian Mayers.

WILL: Tão jovem. Porque alguém mataria um garotinho tão inocente?

AARON: A humanidade está perdida, Will.

WILL: Ah! Ontem falei com minha mãe.

AARON: Convidou ela?”

No maior estilo CSI da vida...

Um coisa me chamou atenção quando Will justificou não ter colocado o nome da professora particular do garoto supostamente morto, por que a mãe do garoto a considerava de total confiança. Num tempo em que até pais são suspeitos, desconfiar dos que vem de fora parece ter virado clichê.

Muito interessante a forma como Aaron e Will usaram para pegar a assassina do garoto; Fingiram ser um casal à procura de uma professora particular. Pena que depois de descobrir o veneno em sua casa e anunciar a prisão, Will derrapou ao dizer que ela matou Sebastian para depois Aaron dar voz de prisão pela “tentativa” de assassinato. Houve falta de entrosamento também ou falta de certeza? E a professora nem questionou se o garoto, enfim estava morto.

E o caso de June e companhia? A autópsia apenas descobriu um band-aid cobrindo um corte profundo num rapaz chamado Lionel Ritchie (=O) e acreditavam que ele tenha morrido enforcado, por que assim fora encontrado. Mas será que ele morreu em consequência do enforcamento ou do corte profundo no corpo? – não me pergunte onde exatamente, por que só foi dito que June levantou a camisa do rapaz e viu o band-aid. Ele não poderia ter sofrido um ataque cardíaco de susto? Onde está a autópsia detalhada desse departamento? Não resisti e lembrei de CSI:Miami...

É preciso cuidado ao escrever um episódio curto; Na pressa de desenvolvê-lo os autores acabam tropeçando nas que chamo de fendas que eles criam, que são aquelas coisas que faltam para completar. E isso não quer dizer que quem escreve episódios longos não tem esse problema, mas muitas vezes os problemas estão voltados em personagens que aparecem e desaparecem num episódio sem razão aparente.

Espero que essa seja só uma fase e que Oklahoma possa oferecer mais que uma cidade interessante.
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