1º capítulo de A impostora

Cristina Ravela
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Finalmente a novela parece que seguirá seu curso. É a estória de duas mulheres idênticas que acabam se cruzando. Raquel, pobre, sem eira nem beira deseja o lugar de Bruna, rica e poderosa e para isso, tentará riscá-la do caminho, tirá-la da reta, entre outras palavras, matá-la.
Muito bem, confira:

CENA 3 – RIO DE JANEIRO/ CASA DE RAQUEL/ INT.

A imagem mostra uma casa bem simples de madeira, com cômodos bem pequenos. Uma jovem com a mesma aparência de Bruna, porém de cabelos enrolados, sai de um quarto. Seu humor não é agradável, sua expressão é fria. Um pouco mais adiante, uma senhora de 40 anos faz suas anotações em uma agenda sob a mesa do local.

MARTA: Bom dia minha filha! Aconteceu algo?

RAQUEL: Tive uma noite péssima! O que não é nenhuma novidade, afinal dormir em uma cama de solteiro, e ainda por cima quebrada é o fim do mundo. Mamãe eu to de saco cheio dessa vida, essa miséria me irrita! Porque você foi se casar com esse miserável do meu padrasto, hein? Porque não casou com um homem rico?

MARTA: Raquel, você sabe o que eu sinto por ele, eu amo muito o Rubens. E, aliás, ele esta trabalhando fora da cidade justamente para nos mandar um dinheirinho para podermos comer, e se por um acaso você esta achando ruim, vá trabalhar.

RAQUEL (agressiva): Você sabia que eu te odeio por ter se casado com ele mamãe? A única coisa útil que esse homem fez pra gente foi ter nos tirado da rua, e ter nos trazido pra morar aqui nesse barracão imundo e fedido. Mamãe eu não aguento mais! Você viu a situação do banheiro? (irônica) Genteee eu to cho-ca-da, o que é aquilo mamãe? Você da descarga e a água às vezes volta, e inunda o chão. E o odor é insuportável! Ai tipo assim mamãe, eu acho que você deve dar um chute na bunda daquele homem idiota e pobretão e procura logo um ricaço, pra tira a gente desse barracão aqui!

MARTA (triste): Eu não posso acreditar que você, minha filha, possa ter se tornado uma pessoa tão ambiciosa.

RAQUEL (irônica): Claro! O mundo é dos espertos. E eu odeio essa pobreza maldita. E por outro lado, amooo o dinheiro, o luxo, as jóias, e claro um homem rico para pagar as minhas contas. (risos). Agora chega desse papinho por que eu cansei ta. (séria) Agora, eu to indo para a casa da Fernanda, e se por acaso o morto de fome do João aparecer aqui me procurando você fala pra ele me deixar em paz de uma vez por todas, quem sabe saindo da sua boca ele não escuta e para de ficar atrás de mim!

MARTA: Coitado do João, o único pecado dele é gostar de mais de você! E isso não é de hoje, me lembro muito bem, essa paixão dele por você é desde quando você veio criança morar aqui, e desde então ele já ficava atrás de você! Falando nessa sua amiga, a Fernanda, quando eu vou conhecê-la? Eu gosto de conhecer suas amigas!

RAQUEL (agressiva): Nunca, porque eu disse a ela que você era chique, linda, simplificando eu falei que você era uma advogada. Ela não sabe que eu sou pobre, até porque ela é de uma das famílias mais ricas e importantes da cidade.

MARTA (assustada): Mais porque você fez isso?

RAQUEL (com expressão de ódio): Por quê? Você ainda pergunta? Eu tenho nojo de você, tenho vergonha de ser sua filha e muito mais vergonha ainda de ser pobre. Mas pode deixar já to de olho em um ricaço muito lindo, já estou arrumando um plano pra me casar com ele, é mamãe, eu não serei burra igual você foi de ter escolhido um pobretão. E eu posso até não amar um homem rico, mas só pra sair desse trambolho, sou capaz de tudo.

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Posso falar? Morro de ri com a Raquel. Ela pisa, maltrata, mas faz ri. Aproveita que eu sei que você tá de bom humor, e ria também AQUI.



Agora vou indo...
Abraçoz, bjpassaofone e até sábado...

E é aquele esquema:
Se ficar o bicho corre, se correr o bicho fica...



Odeio meus momentos de amnésia, mas não lembro a minha frase de despedida...

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