A série conta a estória de Kyle (Mike Furey), Max (Andy Gillet) e Dhanielle (Alexandra Daddario) que temem os anjos e os demônios e precisam fugir enquanto há tempo, sendo que um deles é um demônio
Apesar de tanto esforço, devo ressaltar os temidos erros que assolam os roteiristas de primeira viagem: Misturar ou não misturar roteiro com texto literário? Eis a questão.
Algumas séries como Climbing Fall e Raíza apostam nessa ideia, mas cada uma com seu cada qual.
Misturar verbos no passado com presente, por exemplo, é chamar Michael Jackson para abrir um mega show de Beyoncé (estranho, MJ não tinha morrido?), ou seja, totalmente Out.
Em se tratando de roteiro a estória está acontecendo e não aconteceu, portanto, tudo deve estar no presente.
Amy Lee deu um tempo na carreira de cantora para se jogar de corpo e alma endemoniada nessa série juntamente de Jared Leto que, com seu visual "discreto" seria estranho se não fosse convidado. Pena o autor não ter pensado em Davey Havok soltando gritinhos frenéticos sempre que um demônio aparecesse. Ou será que ele esqueceu? Deve ser culpa do excesso de personagens no piloto e, todos eles com algum poder.
Pensa comigo - como diria meu amigo Bruno - Magos, vampiros, anjos e demônios num só episódio pode confundir não só o leitor como o autor também.
A ficção nos abre escancaradamente um leque de imaginação e criatividade, mas pode chegar uma hora que nada mais surpreende. Aí é chegada a hora de usar o bom senso e fazer personagens normais interagirem com os poderosos da trama, a menos que a ideia seja mostrar um mundo só de pessoas poderosas. Ou talvez, por enquanto, não incluir mais ninguém a la Crepúsculo e trabalhar com os que já estão na série.
Estórias de anjos, demônios, vampiros, são bem clichê, mas ao menos foi bem desenvolvida.Não ficou aquele vazio, aquela sensação de "Ah, então é isso?" como aquela série SER que graças ao Nosso Pai, se esvaiu.
Às vezes a pessoa cria uma ficção justamente por que não há aquela preocupação em ser coerente o tempo todo, de sofrer o risco de dizerem que aquilo é absurdo demais, não existe. All Hell Breake Loose não é "Os Mutantes" que a cada cena, um susto é inventado. Ótimo! Por essas e outras estórias que é preciso ter coerência sim, mas nada que fuja dos padrões ficcionistas, afinal, o tempero básico da ficção é mexer com o imaginário, falar de um assunto que nem todos acreditam existir, ou sonham que ainda possa vir a ser descoberto. É misturar a realidade com a ilusão.
E como diria meu tio muambeiro quando olha pra sua sacola de feira: "Acho que ainda posso acrescentar mais alguma coisa". Sim, tirando o fato do roteiro conter verbos no passado, a estória mostrou ter um conteúdo. Nada alí aconteceu de repente, foi tudo no seu devido tempo, sem pressa de terminar para deixar o texto curto. Aliás, péssimo quem dá espaços horrendos entre os textos e/ou formata o texto numa fonte enooooooooooorme só pra dar a ilusão de que o texto é grande. Não tenho pena de meter o malho
É isso. Espero que estreie e siga adiante.
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